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Aguas: ríos, mares, ritmos

No programa de hoje vamos navegar por alguns dos rios e dos ritmos deste nosso continente

Projeto concebido pelo costa-riquenho Manuel Oregón há mais de 10 anos, quando, inspirado pelo maestro paraguaio Agustín Barrios Mangoré, Manuel Oregón criou a Orquesta de la papaya, que congregava músicos de diferentes países centro-americanos e que ficou sendo o embrião do que hoje se conhece como Orquesta del Río Infinito (vídeo), um rio que une musical e culturalmente todo o continente latino-americano.
Os integrantes do projeto se auto-definem como “un movimiento artístico-ambiental del continente americano, gente de música, de arte, ambientalistas, activistas… simples habitantes de América, que convocamos a un reencuentro con nuestra música y con nuestras aguas.”
Em 2007, a Orquestra realizou uma série de apresentações e de pesquisas na bacia do Rio Paraguai. E no ano passado, no mês de abril, foi realizada mais uma edição do Projeto em diversas cidades de Centro América. Esta última edição congregou mais de cem artistas de diversos países latino-americanos.  E o barco do Rio Infinito não se detém… em novembro deste ano navegará através do rio Paraguai e o Rio Paraná. A turnê leva o nome “Gira Cuenca del Río de la Plata” e você pode conferir o roteiro clicando aqui.

Para conhecer melhor este belíssimo projeto acesse a página web da Orquesta del Río Infinito.

Confira as canções deste programa:

Aguas (acordes), do pessoal de Bordemar.  Esta composição faz parte do disco Al abordaje lançado em 1998.

Agua larga, interpretada pelos equatorianos Papá Rocón & Grupo Katanga.  “Agua larga” pertence ao álbum Marimba Magia editado em 2003.

A mis hermanos, composição do violonista venezuelano Aquiles Báez, que já esteve aqui no Brasil participando de um projeto coordenado por Benjamim Taubkin, instrumentista, arranjador, compositor e produtor brasileiro muito interessado nesses diálogos entre as culturas latino-americanas.

Canchimalero, composta e interpretada por Alberto Caleris.  “Cachimalero” está incluída no disco Fiesta en el mar, no qual participaram músicos esmeraldenhos e quitenhos com instrumentos como a marimba, o acordeom, o guasa, o bombo, o violão, o baixo, entre outros instrumentos.

Una canción en el Magdalena, interpretada pelo grupo colombiano Ale Kumá.  Esta canção pertence ao álbum Cantaoras, no qual se trabalha a partir da música negra colombiana transmitida oralmente.  Alé Kumá reúne quatro das melhores vozes femininas do litoral da Colômbia.

Utría, composta e interpretada por Alejandra Ortiz e por Luis Maurete, de Lulacruza.  Utría é o nome de uma bela localidade no norte colombiano que se caracteriza pelo encontro entre selva, montanha e mar.

Agua negra, uma composição do armênio Arto Tuncboyaciyan que faz parte do disco Margarita y Azucena da cantora e percussionista Mariana Baraj.

Al otro lado del río, canção composta por Jorge Drexler para o filme Diarios de Motocicleta, dirigido por Walter Salles e que ganhou o Oscar de melhor música em 2006.

Coplas al agua (vídeo), composta e interpretada pelo Aca Seca Trío.  Esta copla está incluída no álbum Aca Seca Trío lançado em 2003.

Llevarte al mar, uma composição do hondurenho Guillermo Anderson.  “LLevarte al mar” faz parte do disco Encarguitos del Caribe editado em 2005.

Pescador galapagueño, composta e interpretada pelo equatoriano Hector Napolitano.

Arrecife de coral, interpretada pelo costarricense Manuel Menestel.  A canção pertence ao disco One Pant Man lançado em 2006.

Soy pescador (vídeo), composta e interpretada pela cantora mexicana Lila Downs. Esta canção pertence ao disco The border (La línea) editado em 2001.  Neste álbum Lila apresenta uma coleção de canções inspiradas na vida da fronteira, nos problemas dos trabalhadores emigrantes e nas adversidades sofridas pelo povo indígena.

Somos Pacífico, do grupo colombiano de hip hop ChocQuib Town.