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romper el silencio

nesta edição a gente traz pra você canções que poderiam funcionar como trilha sonora para as diversas manifestações que vêm acontecendo ao redor do mundo: chile, madri, inglaterra, grécia... hay que romper el silencio, convoca a canção.

 

 

 

democracia real já! este um dos lemas que vêm ecoando de diferentes formas ao redor do mundo nestes últimos meses. mas há diversas outras bandeiras empunhadas. e têm a ver com desemprego, com educação, com as diversas fomes, com a falta de perspectivas para diversas gerações, cidades, países; têm a ver com a indignação de milhares de pessoas que em diversas cidades ocupam ruas, praças, parques e fazem ouvir sua insatisfação com os modos como governos, partidos, líderes, políticas públicas, se esquecem com freqüência das pessoas, dos cidadãos.

 

confira aqui algo do que vem acontecendo no chile, na espanha e na inglaterra.

tal como afirma josé arbex jr no artigo que você pode ler aqui, “há no planeta, indiscutivelmente, uma situação latente de explosão e sede de transformação.” se viene el estallido? 


confira as canções e os artistas desta semana

se viene, dos argentinos bersuit vergarabat. com letras dotadas de crítica social e uma sonoridade que mescla o rock com outros ritmos como a cumbia argentina, o tango, a chacarera e o candombe, esta banda de rock se popularizou internacionalmente nos anos noventa e hoje segue sua trajetória mesmo com a saída de gustavo cordera, que era o principal vocalista do grupo. a canção que ouvimos aqui faz parte do cd libertinaje, que contou com a produção de gustavo santaolalla.  confira

otro mundo, do francês manu chao, músico cujas canções - em espanhol, inglês, português, francês ou galego - não raras vezes denunciam o sistema econômico e político mundial e nos convidam à reflexão diante dos problemas deste nosso mundo louco. “otro mundo” é uma canção do cd la radiolina que, como diz o título, propõe um novo mundo, livre de guerras e temor, um mundo de sonho.

romper el silencio, do disco homônimo, do nicaraguense perrozompopo, nome com o qual ramón mejía assina seu projeto musical. nascido em 1971, o músico também traz em suas letras duras críticas ao sistema político de seu país e da américa latina. em seus dois discos, romper el silencio e quiero que sepas, aborda temas que passam pela desigualdade social, a pobreza, a corrupção política, a imigração, a violência contra a mulher e a exploração sexual infantil.  veja

mirando el mundo al revés, do disco de mesmo nome dos rapazes do che sudaka, uma banda de imigrantes argentinos e colombianos, estabelecida na cidade de barcelona, e cujo nome provém da conjunção das palavras “che”, que em idioma mapuche significa gente, e “sudaka”, termo depreciativo utilizado na espanha para se referir aos sul-americanos, sobretudo aos imigrantes. confira aqui trechos de um documentário com o mesmo nome realizado por este grupo e aqui o vídeo clip desta canção.

revolución, composta e interpretada pelo músico franco-espanhol sergent garcía, nome artístico de bruno garcía, no cd la semilla escondida. o músico, que canta em espanhol, inglês e francês, surgiu na cena musical francesa na década de 90, fazendo uma mescla de ritmos latinos que ele chamou de “salsamuffin”. gravou este disco entre jamaica e cuba, e nele explora conexões musicais entre estas duas ilhas.

todos tus derechos, do grupo sudaca power, faz parte da primeira produção independente da banda, intitulada nos vamos pa' la luna em referência ao descontentamento de muita gente com o modo como o planeta está se desenvolvendo. o grupo, que foi formado na alemanha, aborda em suas letras temas contundentes, como é o caso de “todos tus derechos”, que trata o mito da igualdade de direitos.

el largo camino hacia la superación de la estupidez, do cd entre la inseguridad y el ego (2004), primeira produção discográfica dos chilenos mediabanda, grupo formado por ex-integrantes da extinta fulano e por outros jovens músicos. mediabanda se caracteriza, especialmente, por contemplar em sua música uma grande quantidade de estilos, incluindo rumba, cueca, instrumental, cumbia, jazz, pop, reggae, entre outros tantos, nas vozes de arlette jequier e regina crisosto.

danza alegre e poca cosa, composta e interpretada pelo grupo la mano ajena em seu álbum homônimo, lançado em 2005. la mano ajena é um grupo chileno com raízes no teatro de rua e no circo,  que tem como integrantes músicos multi-instrumentistas, a maioria proveniente de companhias teatrais. reproduz em suas canções a música folclórica balcânica, a música klezmer e a música cigana do leste europeu.  veja

sueña contenta, da banda conmoción, um grande grupo musical chileno formado por um coletivo de mais de 20 artistas que, em seu som, mescla uma grande variedade de ritmos latino-americanos, como a cumbia, o bolero, o porro, entre outros, com a música cigana. “sueña contenta” foi composta por h. echeverría e faz parte do cdpregonero.  veja


dígame lo que va a pasar
, do cd con los pies en el barrio de juana fe, uma das bandas precursoras da revitalização da cumbia no chile, o que originou um movimento musical bastante popular, batizado de “nueva cumbia rock chilena”. atualmente, é um dos grupos mais populares da cena musical chilena.

 
vivos muertos, de sonora de llegar, banda de ska chilena cujo nome foi escolhido por conta da falta de pontualidade de seus integrantes nos ensaios. suas canções abordam temas políticos, tendo como principais eixos a corrupção e a globalização. a canção “vivos muertos”, que faz parte do cd que leva o nome da banda, propõe um reencontro com conhecidos mortos, entre os quais aparecem lenin, marx e bob marley, para discutir soluções para grandes problemas da atualidade.

dirán
, de pedro guerra, é uma composição que faz parte do álbum ofrenda. pedro guerra é um cantor e compositor espanhol, nascido em tenerife, nas ilhas canárias, cujas letras são carregadas de lirismo, muitas delas aliadas a uma crítica social contundente, ultrapassando assim a dicotomia existente entre lirismo e engajamento social.
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